
Confissões de santo Agostinho
Avaliação completa, opiniões e melhores ofertas em Junho 2026
O que você precisa saber
As Confissões de Santo Agostinho, redigidas no século IV entre a Antiguidade e a Idade Média, permanecem como uma das obras mais impactantes da literatura ocidental.
Publicada pela Penguin-Companhia com tradução direta do latim feita por Lorenzo Mammì, esta edição de capa comum apresenta 416 páginas que inauguraram o gênero da autobiografia moderna.
O livro se divide em treze capítulos: os primeiros dez narram a trajetória de vida do autor, desde a infância em Tagaste até sua conversão ao cristianismo, enquanto os capítulos finais abordam reflexões sobre o livro de Gênesis.
Com notável 4,9 de 5 estrelas baseado em mais de 3.400 avaliações, a obra conquista pela sinceridade com que Agostinho expõe suas fraquezas e pela profundidade de suas reflexões filosóficas e teológicas.
Apesar da linguagem erudita, é uma leitura que emociona e provoca reflexões atemporais sobre a condição humana, tornando-se essencial para interessados em filosofia, história ou religião.
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Comentários (5)
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Fiquei desconfiado quando a Penguin-Cia. incluiu as Confissões em seu catálogo, já que há outras edições no mercado. Mas a tradução direta do latim feita por Lorenzo Mammì me surpreendeu positivamente. O prefácio é excelente, as frases fluem muito bem em português e as citações bíblicas estão bem indicadas. O único ponto que senti falta foram notas explicativas, já que o ambiente cultural de Agostinho está bem distante do nosso. A obra transcende tempo e confissão religiosa, tratando de questões profundas como o sentido da vida e o papel da família. Há trechos sobre o tempo que fazem inveja a qualquer filósofo. Enfim, vale a pena sob vários aspectos: religioso, filosófico, cultural e literário.
Este livro provoca análises infindáveis tanto por leitores quanto por estudiosos. Escrita no século IV pelo teólogo Agostinho de Hipona, a obra carrega um tesouro de reflexões que sobreviveram por séculos. Os 13 capítulos se dividem em duas partes: a primeira narra sua vida da infância à conversão, e a segunda reflete sobre o Gênesis com erudição ainda maior. O que mais me impressionou foi a sinceridade com que o bispo africano relata suas confissões. Ele não se esquivou do passado, relatando com pesar seus erros, mas reconhecendo que sua saída foi obra de Deus. É interessante perceber como ele interage com o leitor, às vezes como uma correspondência, às vezes quebrando a quarta parede. Um oásis de conhecimento que exige paciência, mas recompensa o leitor paciente.
Demorei dois meses para terminar, fazendo anotações que renderam 43 páginas no Word. Por ouvirmos que Agostinho foi um grande teólogo, criamos a ideia de que Confissões é um livro técnico e difícil. Mas a surpresa é justamente o contrário: é uma obra escrita com a mente e com o coração ao mesmo tempo. A parte mais difícil é o Livro XIII, mas depois de entender a analogia espiritual que ele constrói, tudo se torna mais claro. Pude perceber sua imensa inteligência, mas também sua sensibilidade e humanidade exposta sem máscaras. A fé não anulou sua razão e a razão não esfriou sua fé. É um livro que nos faz parar e reconhecer nossa própria história. Quem diria que um bispo africano do século IV nos conheceria tão bem?
Um livro maravilhoso e super tocante. Ao ler a história de conversão de Santo Agostinho, é impossível não pensar na sua própria vida e na grandeza do amor de Deus. Maravilhoso!
O livro trata da conversão de Agostinho e nos faz refletir, sem precisar ser necessariamente cristão.