O desabamento

O desabamento

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O que você precisa saber

O desabamento é a obra mais sombria de Édouard Louis, representando ummergulho intenso e doloroso na construção literária da figura do irmão mais velhomorto precocemente aos 38 anos.

Fruto do primeiro casamento da mãe, o narrator não sentiu nada ao saber da morte do irmão, e é a partir dessa distânciacrítica e afetiva que reconstrói sua existência.

O autor utiliza ciências sociais,literatura, psicologia e memória para criar um romance que desafia o mito danecessidade do amor fraterno.

Com 168 páginas e nota 4,7 de 5 estrelas em683 avaliações, o livro se posiciona como leitura essencial para quem buscarefletir sobre desigualdade social, violência estrutural e as complexas dinâmicasfamiliares.

A escrita afiada e honesta de Louis desmistifica a romantização doslaços familiares com coragem incomum.

Recomendado para leitores de literaturafrancesa contemporânea, ensaios autobiográficos e obras de crítica social.

Comentários (4)

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NR
Nayara RodriguesComprador Verificado19 de abril de 2026

Muito bom! Neces­sário alguém tirar a capa da romantização dos laços familiares. O autor é muito claro em relação aos seus sentimentos pelo irmão que não é uma pessoa admirável, muito menos adorável. O laço sanguíneo por si só não o obriga a amar o irmão. Com isso o autor se afasta inclusive do restante da família que acham que, por ser irmão, o autor deveria amar o irmão, ainda mais depois que este morre. Mas o autor seguiu coerentemente sustentado seus sentimentos que, na minha opinião, são muito válidos. Pra mim foi uma leitura nota 10.

L
LeonardoComprador Verificado9 de maio de 2026

Gostei bastante do livro, bem forte.

R
RonaldoComprador Verificado18 de julho de 2025

O Desabamento, de Édouard Louis, é mais do que uma leitura — é um mergulho incômodo, corajoso e necessário nas entranhas de uma sociedade que insiste em se chamar de igualitária. Com uma escrita afiada e fluida, Louis constrói uma narrativa que nos prende do início ao fim, mas o que mais impressiona é sua capacidade de fazer da dor uma lente para enxergarmos a estrutura crua da desigualdade. Neste livro, o autor desmonta — ou melhor, desaba — o ideal da 'Liberté, Égalité, Fraternité' ao nos mostrar como, na prática, muitos seguem privados da liberdade, da igualdade e, sobretudo, da fraternidade. É um relato visceral, ao mesmo tempo íntimo e político, que nos convida a pensar sobre privilégios, abandono social e a falsa neutralidade das instituições. Leitura indispensável para quem quer compreender não só a França, mas também os abismos que atravessam todas as sociedades.

Vd
Viviane de BrittoComprador Verificado23 de março de 2026

Boa história.

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