
Fahrenheit 451
Avaliação completa, opiniões e melhores ofertas em Junho 2026
O que você precisa saber
Fahrenheit 451 é um clássico absoluto da literatura distópica, escrito por Ray Bradbury e publicado originalmente em 1953.
Lançado no Brasil pela Editora Biblioteca Azul em edição de capa comum, o romance conta a história de Guy Montag, um bombeiro que vive em uma sociedade onde os livros são proibidos e sua função é queimá-los.
A temperatura de 451°F representa o ponto de combustão do papel.
Com uma escrita direta e dialogues impactantes, Bradbury constrói um cenário assustadoramente familiar: uma civilização alienada pelas telas, manipuladas pela comunicação de massa e gradualmente privadas do pensamento crítico.
O livro se tornou um dos mais censurados e influentes de todos os tempos, ao lado de 1984 e Admirável Mundo Novo.
Com 216 páginas e uma nota impressionante de 4,7 de 5 estrelas baseada em mais de 26 mil avaliações, é leitura obrigatória para quem aprecia ficção científica, reflexões sobre censura e obras que questionam o papel da literatura na sociedade.
Ideal para estudantes, leitores de distopias e qualquer pessoa interessada em crítica social atemporal.
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Comentários (4)
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Um clássico indispensável para um colecionador. Entrega dentro do prazo. Finalizei a leitura, gostei bastante, pretendo reler futuramente. Uma distopia escrita em 1954, incrível, atual e arrepiante, que pode ser colocada ao lado de outras obras como 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Fahrenheit 451 é a temperatura que o papel dos livros incendeia. O livro é bem melhor que o filme produzido pela HBO. Os cidadãos vivem em uma civilização distópica, controlados por um governo totalitário onde as pessoas vivem em casas futuristas cercadas por super telas e não podem ter ou ler livros. O personagem principal é Guy Montag, um bombeiro que neste mundo não apaga incêndios e sim queima livros. Sua personalidade muda quando ele conhece a vizinha adolescente Clarisse. Ao longo da narrativa, Montag questiona o sistema e descobre que a resistência lê e decora livros com o objetivo de preservá-los para futuras gerações.
O estado onisciente e onipresente que retira por completo sua autonomia e privacidade foi abordado por gênios como George Orwell em 1984 e Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo. Huxley, inclusive, vai mais longe que Orwell, pois o controle não se limita ao social, chegando ao ponto de ser genético. Bradbury se destaca pela escolha do vilão: a palavra escrita. Os livros são procurados vivos ou mortos e enormes recompensas são oferecidas por seus paradeiros. Banindo os livros, todo o pensamento livre, toda a originalidade e senso crítico desaparecem. Os bombeiros são escalados para eliminar a palavra escrita. Num sociedade em que os valores estão de ponta cabeça, faz todo o sentido que os bombeiros, ao invés da água, usem seu oposto: o fogo. O problema é que você pode cair na toca do coelho sem ter planejado. Sempre existe o risco de perceber que a idílica Matrix é, em verdade, uma farsa. Fahrenheit 451 não é exatamente uma leitura agradável — creio que esse jamais foi o objetivo do autor. É, antes de tudo, uma leitura que desconcerta e convida à reflexão.
É um ótimo livro, reflexões passadas que servem muito bem em dias atuais.
Fahrenheit 451 é um clássico das distopias. É um livro incrivelmente bem escrito, mas impressionantemente angustiante. Você termina o livro com uma antítese guardada no peito, é impossível escolher entre sentir esperança ou desesperança. Montag é um bombeiro, mas na sociedade em que se passa a história a função dos bombeiros mudou: em vez de apagarem fogo, eles incendeiam livros. O fato de lê-lo já é uma afronta pessoal ao contexto da narrativa, e isso foi genial. Ele é um personagem bem construído, e ver a sua ruptura do sistema é fantástico. É uma história relativamente curta, com poucos personagens, dando ao autor a oportunidade de explorá-los com maestria. O mundo criado por ele foi assustadoramente familiar. No posfácio, Bradbury diz: Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acessos. É uma escrita fluente, com poucos diálogos, mas ainda assim não se torna desinteressante. É uma leitura necessária para ser debatida dentro das instituições educacionais.