
Uma delicada coleção de ausências
Avaliação completa, opiniões e melhores ofertas em Junho 2026
O que você precisa saber
Uma delicada coleção de ausências é o novo romance de Aline Bei, autora consagrada da literatura brasileira contemporânea.
Após o sucesso de O peso do pássaro morto e Pequena coreografia do adeus, ela retorna com uma narrativa intensa sobre três mulheres de gerações distintas — neta, avó e bisavó — que precisam coexistir enquanto carregam traumas e mágoas que atravessam famílias inteiras.
O livro se passa numa humilde casa de portão laranja em Belva, onde a avó Margarida lê mãos numa feira de antiquidades para sustentar a neta Laura, que aos poucos se despede da infância.
A chegada da bisavó Filipa transforma completamente a rotina das duas, trazendo à tona dores antigas e violências silenciadas.
Com prosa poética e sensível, Aline Bei investiga os corpos jovens e envelhecidos, os afetos que salvam e a determinação feminina para romper com sofrimentos que parecem não ter fim.
Com 288 páginas e nota 4,5 de 5 estrelas baseada em mais de 2.500 avaliações, é ideal para quem busca uma leitura reflexiva e emocionalmente profunda.
Alertas Relacionados
Seja notificado no seu radar quando novas ofertas destes termos aparecerem.






Comentários (4)
Participe da discussão
Você precisa estar logado para enviar comentários.
Aline Bei tem um tipo de escrita muito específica, é um livro extremamente sensível em cada palavra e assim como todos os que ela escreve tem um uso muito bom da língua portuguesa, em que apresenta e utiliza palavras que às vezes até esquecemos ou não conhecemos no nosso dia a dia de uma forma muito fluida e natural, a história é maravilhosa.
Produto veio bem embalado. O livro é maravilhoso e de muita sensibilidade.
Saio desse livro devastada, mas também impressionada com a escrita — cada vez mais madura — de Aline Bei. Quatro mulheres. Quatro gerações de dores, silêncios e abandonos. A prosa é mais longa e nos transporta para aquela vida, para aquela casa (que tem um portão laranja, um quintal de chão ardósia e varal de corda azul). É uma história de sutilezas, atenta aos detalhes; é poesia do instante e, brutalmente, real.
O livro parece falar sobre ausências que continuam presentes mesmo quando ninguém comenta sobre elas. A Aline Bei escreve de um jeito muito delicado, mas que dói, porque transforma pequenos gestos e silêncios em algo enorme. A relação entre as três mulheres passa uma sensação de amor cansado, sobrevivência e solidão compartilhada.