
A paixão segundo G. H.: Edição comemorativa
Avaliação completa, opiniões e melhores ofertas em Junho 2026
O que você precisa saber
A paixão segundo G.H.
é um dos romances mais intensos e desafiadores de Clarice Lispector, publicado originalmente em 1964.
Esta edição comemorativa celebra os 100 anos da autora com texto integral e epílogo de Luiz Fernando Carvalho.
A obra acompanha G.H., uma mulher da alta sociedade carioca que, ao entrar no quarto de sua empregada despedida, se depara com um desenho rupestre na parede e uma barata.
Esse encontro trivial desencadeia uma jornada filosófica e existencial profunda, explorando temas como identidade, desalienação e a busca pela essência humana.
Com linguagem experimental e fluxo de consciência característico de Lispector, o livro exige leitura atenta e receptiva.
Com nota 4,7 de 5 estrelas em mais de 6.000 avaliações, é líder de vendas em ficção psicológica.
Ideal para leitores que apreciam literatura brasileira de impacto e buscam obras que desafiam convenções narrativas.
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Comentários (5)
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Livro chegou rápido. Obra-prima de Clarice!
Poderia dizer: Mundanamente sagrado. Mas isso seria minha humanidade tentando explicar o que não cabe em palavras.
A entrega foi muito rápida e o livro chegou bem embalado, tudo nos trinques!
O livro é um convite. Como tal, precisa de um coração aberto para ir a seu encontro. É uma caminhada onde as mãos estão dadas, e só assim pode-se andar. Sem as mãos, param-se os pés. Clarice te convida aqui a pensar sobre o mundo, a vida, a morte, o tempo... As imagens convocadas são das que ficam impressas a fogo na memória. É verdade que o livro é lento, examinador. Mas quem sabe por isso o livro me domou. Todas as ânsias se desvaneceram. É preciso senti-lo em sua plenitude.
O enredo é simples: uma mulher da alta sociedade vai ao quarto da empregada despedida e encontra tudo limpo, um desenho na parede e uma barata. Isso a leva a um mergulho fantástico, sem formas, onde busca seu núcleo como ser vivente e como coisa vivente. G.H. descobre que se tornou a imagem que os outros fazem dela, e intui em si muito mais além do humano. Para G.H., ser humano é frequentemente uma superfluidade que nos desvía de nosso trânsito natural com as coisas. É um livro denso, não por ser difícil, mas porque conceitos como entendimento fazem pouco sentido no universo da narradora.