
Ensaio sobre a cegueira (Nova edição)
Avaliação completa, opiniões e melhores ofertas em Junho 2026
O que você precisa saber
Ensaio sobre a cegueira é um romance do escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura de 1998, publicado originalmente em 1995 e relançado nesta nova edição pela Companhia das Letras.
A obra se posiciona como uma ficção literária de peso, classificada entre os maiores clássicos contemporâneos.
A trama apresenta uma cidade atingida por uma misteriosa epidemia de cegueira branca, que leva o governo a isolar os infectados em um antigo manicômio.
Lá, a ausência de condições básicas revela a degradação humana e a fragilidade da civilização.
O ponto forte do livro está na escrita singular de Saramago: frases longas, diálogos sem pontuação convencional e uma prosa hipnótica que immersiona o leitor na experiência dos personagens.
A cegueira funciona como metáfora para a cegueira moral da sociedade.
Com nota 4,8 de 5 estrelas e mais de 11 mil avaliações, a obra é unanimidade entre os leitores.
Único ponto de atenção: o estilo narrativo desafiador e a extensão do texto podem cansar em alguns trechos.
Ideal para quem busca ficção literária profunda e disposta a refletir sobre a condição humana.
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Comentários (4)
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Ensaio sobre a cegueira é uma obra-prima que mergulha o leitor numa reflexão perturbadora sobre a natureza humana. Saramago cria uma narrativa onde uma cidade é devastada por uma epidemia de cegueira branca, e o governo isola os infectados num antigo manicômio. Sem recursos e sem ordem, o confinamento se transforma num inferno de desespero. A escrita marcada por frases longas e diálogos sem pontuação convencional cria uma sensação de urgência e claustrofobia. A cegueira funciona como metáfora para a cegueira moral da humanidade. Os personagens, muitas vezes sem nome, permitem que o leitor reconheça suas próprias fraquezas e forças. É uma crítica incisiva às instituições sociais e políticas, e uma leitura indispensável para quem busca literatura que provoca profunda reflexão.
Que leitura deliciosa e ao mesmo tempo angustiante! Os personagens vão cegando e a sensação é de ir cegando junto. Saramago conseguiu o que queria: fazer o leitor não ser apenas espectador, mas corpo dentro da narrativa. A escrita com períodos longos, poucos parágrafos e ausência de marcas de diálogo cansa a vista de propósito, desorienta e causa até mal-estar físico. É como se nos tirasse os apoios cognitivos e visuais, do mesmo modo que os personagens perdem a visão. E ainda assim é delicioso, porque há beleza na lucidez brutal. O livro instiga uma pergunta em nós: e se a cegueira não fosse física, mas moral? Um dos melhores livros que já li.
Grande obra. Marcante.
Chegou em ótimas condições!