
A montanha mágica
Avaliação completa, opiniões e melhores ofertas em Junho 2026
O que você precisa saber
A montanha mágica é a obra-prima de Thomas Mann, publicada originalmente em 1924, que se tornou um dos grandes testamentos literários do século XX.
Este clássico da literatura alemã acompanha o jovem engenheiro Hans Castorp durante uma inesperada estadia de sete anos em um sanatório para tuberculosos nos Alpes suíços.
Mann renova a tradição do romance de formação (Bildungsroman) ao narrar as relações de Hans com personagens que encarnam os conflitos espirituais e ideológicos que antecederam a Primeira Guerra Mundial.
A nova edição da Companhia das Letras traz tradução de Herbert Caro e posfácio inédito de Paulo Astor Soethe.
Com 856 páginas, o livro aborda temas como estados doentios e corpóreos, arte, amor, natureza do tempo e da morte.
A edição em capa dura oferece boa diagramação e folhas de qualidade, conforme destacam os leitores.
Com impressionantes 4,8 de 5 estrelas e mais de 3.750 avaliações, é um dos grandes romances da literatura mundial, ideal para quem busca uma leitura profunda, reflexiva e transformadora.
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Comentários (5)
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Folhas de qualidade e letras de bom tamanho. Capa bonita e bem firme.
A edição é muito boa, com capa dura e boa diagramação. Sobre a obra: não é uma leitura fácil — o romance não é exatamente empolgante, sem um enredo inesquecível — mas o propósito de Mann reside em outra esfera: a compreensão. O tempo é desafiado amiúde. Você se torna parte do enredo e, dependendo do seu nível de concentração, será capaz de perceber o autor narrando a história bem ali, do seu lado. Os temas vida e morte, saúde e doença, intelecto e frivolidades são abordados com maestria. No fim, reforça o quanto somos frágeis e o importante que é valorizar cada dia.
A montanha mágica não é apenas um romance: é um monumento literário. Thomas Mann criou uma narrativa que combina erudição, humor, simbolismo e crítica civilizatória com maestria rara. O livro acompanha Hans Castorp, um jovem engenheiro que sobe aos Alpes para visitar um primo num sanatório e acaba ficando lá por sete anos. Os embates entre Settembrini (o racionalista iluminista) e Naphta (o teocrata sombrio) antecipam com precisão os conflitos ideológicos que levaram à ascensão dos totalitarismos no século XX. Exige paciência, melhora muito a partir da página 600, mas recompensa com uma das experiências literárias mais profundas que a ficção moderna tem a oferecer.
Dito isso, afirmo que A montanha mágica foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. A leitura é tão densa e envolvente que, às vezes, eu mesmo me senti aprisionado naquela montanha... realmente mágica! Confesso que meu nível intelectual não foi suficiente para acompanhar as longas discussões entre Settembrini e Naphta, mas, mesmo assim, me senti muito à vontade como um humilde ouvinte aprendiz daquelas enriquecedoras aulas. Acompanhar a saga e o amadurecimento do jovem Hans Castorp durante o longo período em que ele esteve hospedado no Sanatório de Berghof foi realmente maravilhoso. Fiquei com a nítida impressão de que serei obrigado a reler essa magnífica obra.
Incrível! Um monumento do conhecimento humano acumulado até o início do século XX. Um estudo sobre o que significa ser humano. Mann se propõe a apresentar tudo o que conhecia — prepare-se para frases em Latim, Francês, Inglês e Italiano. Os debates filosóficos entre Settembrini e Naphta sustentam o livro, permeados pelo tema do Tempo. A edição é boa, bem feita. Thomas Mann é de uma elegância ímpar em sua narração e construção de personagens. O último capítulo é brilhante e permanecerá com você pelo resto da vida. Uma das grandes obras da história da literatura.